BEM VINDOS

"Daqui a cem anos, não importará o tipo de carro que

dirigi, o tipo de casa em que morei , quanto tinha

depositado no banco, nem que roupas vesti.

Mas o mundo pode ser um pouco melhor porque eu fui

importante na vida de uma criança"

( Anônimo)

26/11/2009

Fábulas na Eja

Hoje levei para escola algumas Fábulas e no pátio dividir a turma em duplas e as mesmas teriam que fazer a leitura das fábulas, além de ter que comentarem a moral da história.E todos começaram a ler...
"Moral da História": uma aula não foi suficiente, pois cada um quis colocar sua interpretação sobre as fábulas e ainda estenderam o assunto para lendas e mitos.
As lições são maravilhosas e condizem com a a realidade atual.

Muito bom!!!
O Cachorro, o Galo e a Raposa

Um Cachorro e um Galo que viajavam juntos, resolveram se abrigar da noite, em uma árvore. O Galo se acomodou num galho no alto, enquanto o cão deitou-se num oco, na base do tronco da mesma. Quando amanheceu, o Galo, como de costume, cantou ao despertar.
Uma Raposa, que procurava comida ali perto, ao escutar o canto, se aproximou da árvore, e foi logo dizendo o quanto lhe agradaria conhecer de perto, o dono de tão extraordinária voz.
“Se você me permitir”, ela disse, “Ficarei muito grato de passar o dia em sua companhia, apreciando sua voz.”

O Galo então disse: “Senhor, por favor, dê a volta na árvore, e peça para meu porteiro lhe abrir a porta, pois eu o receberei de bom grado.”

Quando a Raposa se aproximou da árvore, o Cachorro a atacou afugentando-a para longe.
Autor: Esopo

Moral da História:
Quem age de má fé, cedo ou tarde acaba por cair na própria armadilha.

O LEÃO APAIXONADO
Um Leão pediu a filha de um lenhador em casamento. O Pai, contrariado por não poder negar, já que o temia, viu também na ocasião, um excelente modo de livrar-se de vez daquele incômodo.

Ele disse que concordaria em tê-lo como genro, mas com uma condição; Este deveria deixar-lhe arrancar suas unhas e dentes, pois sua filha tinha muito medo dessas coisas.

Feliz da vida o Leão concordou. Feito isso, ele tornou a fazer seu pedido, mas o lenhador, que já não mais o temia, pegou um cajado e expulsou-o de sua casa. Assim, vencido, ele retornou à floresta.
Autor: Esopo

Moral da História:
I) O amor é capaz de amansar a mais selvagem criatura.
II) Todos os problemas, quando examinados de perto, acabam por revelar sua solução.

A FORMIGA E A POMBA
Uma Formiga foi à margem do rio para beber água, e sendo arrastada pela forte correnteza, estava prestes a se afogar.

Uma Pomba, que estava numa árvore sobre a água observando a tudo, arranca uma folha e a deixa cair na correnteza perto da mesma. Subindo na folha a Formiga flutua em segurança até a margem.

Eis que pouco tempo depois, um caçador de pássaros, oculto pelas folhas da árvore, se prepara para capturar a Pomba, colocando visgo no galho onde ela repousa, sem que a mesma perceba o perigo.

A Formiga, percebendo sua intenção, dá-lhe uma ferroada no pé. Do susto, ele deixa cair sua armadilha de visgo, e isso dá chance para que a Pomba desperte e voe para longe, a salvo.
Autor: Esopo

Moral da História:
Nenhum ato de boa vontade ou gentileza é coisa em vão.

A MULHER E A GALINHA
Uma mulher possuía uma galinha, que todos os dias sem falta, botava um ovo.

Ela então pensava consigo mesma, como poderia fazer para obter, ao invés de um, dois ovos por dia.
Assim, disposta a atingir seu objetivo, decidiu alimentar a galinha com uma porção de ração em dobro.

A partir daquele dia, a galinha tornou-se gorda e preguiçosa, e nunca mais botou nenhum ovo.
Autor: Esopo

Moral da História:
O Ganancioso, cedo ou tarde, acaba por se tornar vítima de sua própria ambição.


AS ÁRVORES E O MACHADO

Um homem foi à floresta e pediu às árvores, para que estas lhe doassem um cabo para o seu machado novo. O conselho das árvores então concorda com o seu pedido, e lhe ofertam uma jovem árvore para este fim.

E logo que o homem coloca o novo cabo no machado, começa furiosamente a usá-lo, e em pouco tempo, já havia derrubado com seus potentes golpes, as maiores e mais nobres árvores daquele bosque.

Um velho Carvalho, observando a destruição à sua volta, comenta desolado com um Cedro seu vizinho:

O primeiro passo significou a perdição de todas nós. Se tivéssemos respeitado os direitos daquela jovem árvore, também teríamos preservado os nossos, e poderíamos ficar de pé, ainda por muitos anos.
Autor: Esopo

Moral da História:
Quem menospreza seu semelhante, não deve se surpreender se um dia, outros fizerem o mesmo consigo.

A LEBRE E A TARTARUGA

Um dia, uma Lebre ridicularizou as pernas curtas e a lentidão da Tartaruga. A Tartaruga sorriu e disse: "Pensa você ser rápida como o vento; Mas Eu a venceria numa corrida."
xxxx
A Lebre claro, considerou sua afirmação algo impossível, e aceitou o desafio. Convidaram então a Raposa, para servir de juiz, escolher o trajeto e o ponto de chegada.
xxxx
E no dia marcado, do ponto inicial, partiram juntos. A Tartaruga, com seu passo lento, mas firme, determinada, em momento algum, parou de caminhar.
xxxx
Mas a Lebre, confiante de sua velocidade, despreocupada com a corrida, deitou à margem da estrada para um rápido cochilo. Ao despertar, embora corresse o mais rápido que pudesse, não mais conseguiu alcançar a Tartaruga, que já cruzara a linha de chegada, e agora descansava tranqüila num canto.
xxxx
Autor: Esopo
Moral da História:
Ao trabalhador que realiza seu trabalho


O CÃO RAIVOSO
Um cachorro costumava atacar de surpresa, e morder os calcanhares de quem encontrasse pela frente.
xxxx
Então, seu dono pendurou um sino em seu pescoço, pois assim podia alertar as pessoas de sua presença, onde quer que estivesse.
xxxx
O cachorro cresceu orgulhoso, e vaidoso do seu sino, caminhava tilintando-o pela rua.
xxxx
Um velho cão de caça então lhe disse:
xxxx
Por quê você se exibe tanto? Este sino que carrega, acredite, não é nenhuma honraria, mas antes disso, uma marca de desonra, um aviso público para que todas as pessoas o evitem por ser perigoso.
xxxx
Autor: Esopo

Moral da História:
Engana-se quem pensa que o fato de ser notório o tornará honrado.

O HOMEM E A SERPENTE
Uma Serpente, tendo feito sua toca perto da entrada de uma cabana, deu uma mordida no filho menor do Lavrador que ali morava, e este veio a falecer, causando grande angústia e aflição aos seus pais.
xxxx
O Pai da criança resolveu então matar a serpente. No dia seguinte, quando ela saiu do buraco em busca de alimento, ele desferiu-lhe um golpe com seu machado. Mas, na ânsia de acertar com um só golpe antes que ela escapasse, errou a cabeça, e cortou apenas a ponta da sua cauda.

Depois de algum tempo, o camponês, com medo de também ser atacado pela serpente, resolveu fazer as pazes, e para agradá-la, deixou perto do buraco, uma porção de pão e sal.

A Serpente então disse: "Doravante, não pode existir paz entre nós, pois sempre que eu ver você, lembrarei da minha cauda cortada, enquanto que, sempre que você me ver, lembrará da morte do seu filho."
Autor: Esopo

Moral da História: É muito difícil esquecermos das injúrias sofridas, especialmente na presença dos seus causadores.


O MOSQUITO E O TOURO
Um Mosquito que estava voando, a zunir em volta da cabeça de um Touro, depois de um longo tempo, pousou em seu chifre, e pedindo perdão pelo incômodo que supostamente lhe causava, disse: “Mas, se, no entanto, meu peso incomoda o senhor, por favor é só dizer, e eu irei imediatamente embora!”
Ao que lhe respondeu o Touro: “Oh, nenhum incômodo há para mim! Tanto faz você ir ou ficar, e, para falar a verdade, nem sabia que você estava em meu chifre.”

Com frequência, diante de nossos olhos, julgamos-nos o centro das atenções e deveras importantes, bem mais do que realmente somos diante dos olhos do outros.
Autor: Esopo

Moral da História:
Quanto menor a mente, maior a presunção.


O CACHORRO E A SOMBRA

Um cachorro, que carregava na boca um pedaço de carne, ao cruzar uma ponte sobre um riacho, vê sua imagem refletida na água. Diante disso, ele logo imagina que se trata de outro cachorro, com um pedaço de carne maior que o seu.
xxxx
Então, ele deixa cair no riacho o pedaço que carrega, e ferozmente se lança sobre o animal refletido na água, para tomar a porção de carne que julga ser maior que a sua.
Agindo assim ele perdeu a ambos. Aquele que tentou pegar na água, por se tratar de um simples reflexo, e o seu próprio, uma vez que ao largá-lo nas águas, a correnteza levou para longe.
Autor: Esopo

Moral da História:
É um tolo e duas vezes imprudente, aquele que desiste do certo pelo duvidoso.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seja Bem-vindo (a)

Podemos ser imortais!!!



Nossas ideias, nossas atitudes, nossa maneira de pensar e agir... passam a fazer parte daqules que aprendem conosco. E de uma certa forma eles são um pouco de nós.





É essencial para nossa vida repassar nossos "saberes"





É UMA MISSÃO.







Leila